Chamamento (the call of the wild)

Há uma voz que me chama, que me guia e conduz pelas profundezas da floresta da minha Alma.
Gotas de orvalho murmuram uma doce oração.
O nevoeiro percorre o trilho e eleva-me a escassos cm do chão, criando uma estrada de nuvens.
Caminho descalça e atenta.
O vento murmura por entre as árvores, cobertas de musgo fresco que exalam um aroma fresco.
Sinto a voz da floresta: sábia, grave mas melodiosa, gentil e perspicaz.
Fecho os olhos e rodo sobre mim mesma, num gesto lento e automático.
De braços e peito abertos entrego-me a este Universo de Sentidos.
Começa a chover.
Encaro o ceú de espírito leve e com um sorriso livre.
Voo

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